Afinal, as marcas devem se posicionar politicamente?

Afinal, as marcas devem se posicionar politicamente?

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23 jun Afinal, as marcas devem se posicionar politicamente?

As marcas devem se posicionar, como as pessoas físicas fazem?

“Vidas negras importam”, “todas as vidas importam”, “antifascistas”, “antirracistas”, “Ele Não”, “Ele Sim”, “Ele talvez”… Se você não é nenhum alienígena e alguma vez entrou nas redes sociais nos últimos, vejamos, cinco anos, com certeza viu as pessoas cada vez mais se politizando e trazendo esse debate para o dia a dia. E isso é muito bom!

Pessoas politizadas, que se posicionam de alguma forma, mesmo que minimamente ao subir uma hashtag no Twitter, ou mudando seu avatar no Facebook, alimentam o debate político e tendem a modificar a estrutura da sociedade onde vivem.

Nesse mesmo fluxo, vemos marcas se posicionando, correndo risco de não agradar parcela do público e potenciais clientes. Essas marcas estão fazendo o certo?

Neste texto tentamos discutir um pouco essa visão, já que passamos grande parte do nosso dia a dia em contato com algumas marcas e seus públicos.

Entenda agora se a sua empresa deve se manifestar politicamente nas mídias sociais.

Entendendo a sua persona

O público que consome o seu produto é de esquerda, direita ou de centro? Sim, você precisa responder essa pergunta, se quiser estar no mundo digital em pleno século XXI, mesmo que você venda uma agulha.

Se o seu público é politizado e você também é, logo sua marca deverá refletir esses valores.

Claro que não estou falando que você é obrigado a se posicionar, mesmo que todas as pessoas que comam seu lanche, ou vestem seu calçado tenham trocado o nome do Facebook para “Fulano Guarani-Kaiowá”. Reflita: você deseja agradar somente esse público, e perder pessoas contrárias à ideia? Se posicionar atrairia mais pessoas relacionadas à sua marca? Isso eliminaria aquele público que só pergunta e nunca compra? Então, manda a ver!

Mas antes saiba que 64% dos consumidores são os chamados “compradores movidos por crença”, aquela parcela da população que compra apenas de marcas preocupadas com políticas sociais.

Exemplo de grandes marcas

Quando grandes marcas se posicionam, elas já têm um balanço de quanto público irão perder por aquela opinião. Elas suportam o contingente de críticas e “deslikes” nas mídias sociais. A sua marca suportaria?

O melhor é se posicionar apenas quando você tem suporte para todas as críticas e entendeu a fundo o seu público-alvo.

Não confunda CPF com CNPJ

Entramos em um assunto muito complicado, a desvinculação entre marca e dono.

Se a sua figura está associada à sua empresa e você, como pessoa física, tem opiniões contrárias à maioria do público da sua marca, é muito importante que você evite se posicionar.

É óbvio que você é livre para dar sua opinião. As mídias são pessoais suas e você dá voz a qualquer opinião que você possa ter. Mas discernimento é o mínimo que você precisa ter. O melhor é não vincular sua cara à empresa que você gere, nesses casos.

Recapitulando…

Só para deixar mais claras as dicas que você acabou de ler:

  1. Sua marca só deve se posicionar, se seu público aceitar essa opinião;
  2. Sua marca deve ser forte o suficiente para suportar críticas e “deslikes”;
  3. Você não deve vincular sua opinião pessoal a da sua empresa.

Mas entenda, não estou dizendo que é certo ou errado se posicionar politicamente, sendo uma marca. O que deve ser evitado é desagradar o público que investe e é responsável pelo seu crescimento e faturamento.

Sua empresa deve se desvincular da negatividade, por isso deve entrar com um pé atrás no contexto político e social. O que é correto hoje, será correto amanhã? Reflita antes de se posicionar.  

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