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Internet o filme

06 jan INTERNET – O FILME: AME OU ODEIE, OS YOUTBERS ESTÃO NO CINEMA

Internet – O Filme ganhou seu primeiro trailer nesta semana, e a internet  já está em profunda reflexão sobre “os monstros” que ela mesmo criou. Assista:

 

Juntando grandes nomes do Youtube, redes sociais, sites e blogs, “Internet – O Filme” mostra uma galera nova, que de fato é desconhecida por muitos, mas que, ao mesmo tempo, atinge milhões e milhões de pessoas em todo Brasil, todos dias, em diversas plataformas.

Christian Figueiredo, Cellbit, Gusta Stockler, Felipe Castanhari, Thaynara OG, Gabi Lopes, Cid do Não Salvo e mais uma booooa leva de digital influencers estão no elenco do filme produzido e distribuído pela Paris Filmes e Downtown Filmes.

O longa dirigido por Filippo Capuzzi divide-se em 8 partes, seguindo o modelo dos esquetes de programas humor da TV e do próprio YouTube. O roteiro ficou por conta de Dani Garuti, Mirna Nogueira e Rafinha Bastos, que participa da brincadeira junto com personalidades que, assim como ele, também migraram de outras mídias para a internet, como Paulinho Serra e a Palmirinha.

Enquanto o dia 23 de fevereiro não chega para conferirmos o resultado disso tudo nas telonas, as comunidades, sites e comunicadores e do mercado digital encaram esse acontecimento meio “Black Mirror”: Youtubers foram parar numa superprodução cinematográfica, goste você ou não.

E não é surpresa nenhuma que isso aconteceu. Devido ao sucesso desses produtores de conteúdo e à busca natural de novas mídias para continuarem produzindo e crescendo, era questão de  tempo até que eles despertassem a atenção de outros canais de comunicação, como o cinema e a Tv.

Surpresa mesmo é ver a reação negativa e até prepotente de diversos profissionais, que insistem em negar a influência e o alcance dos digital influencers, ignorando (ou invejando) o fato de que estes construíram sozinhos uma legião de seguidores, fãs e defensores de suas marcas, ou seja, deles próprios.

Mas enquanto publicitários e cineastas torcem o nariz, o público dessas personalidades digitais, sejam adolescentes, fãs de games ou de humor escrachado, continuam consumindo produtos, conteúdo e cultura de internet.  E é para esse fato que devemos nos atentar.

Questionar a contribuição artística e cinematográfica não é a pauta aqui.

Um filme sobre Youtubers, idealizado, interpretado e muito bem promovido por eles, reflete um momento cultural que o Brasil experimenta. Uma cultura do imediatismo digital, do amadorismo profissional, das opiniões não inspecionadas e dirigidas por Boninho, Silvio Santos, Edir Macedo e cia.

Apesar de nem sempre acertarem a mão no conteúdo ao seguirem padrões já consolidados pelos chefões da mídia citados acima, haja visto a péssima “piada” com a mulher gorda no trailer, os Youtubers desempenham um trabalho necessário para o marketing digital: induzem à realidade e à espontaneidade das coisas, dos fatos e das opiniões.

Negar o mérito dessa galera, que conseguiu tudo através do próprio conteúdo, sem investimento de TV ou publicidade (antes de bombarem, claro) é fechar as portas do seu planejamento estratégico para oportunidades muito atuais e rentáveis.

Independentemente de ser bom ou não, Internet – o Filme vai ser um fato curioso de se observar,  afinal, temos os maiores Youtubers e influenciadores do Brasil envolvidos num só projeto, mas ao contrário de views e likes, o que manda no sucesso desse novo passo é número de gente que vai sair de casa ir ao cinema e a bilheteria que isso vai gerar.

E quando esses resultados saírem, muita coisa vai mudar!

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